🦠 Síntese do peptidoglicano 🦠


A parede celular bacteriana consiste de camadas de glicanos (NAM e NAG alternados) ligadas entre si pelas ligações cruzadas de peptídeos, formando um polímero de peptidoglicano.


🧫 1ª etapa – Síntese dos precursores do peptidoglicano. Os aminoácidos podem variar se a bactéria for Gram negativa ou Gram positiva, contudo, a terminação D-Ala-D-Ala é altamente conservada. UTP: uridina-trifosfato. UDP: uridina-difosfato.

🧫 2ª etapa – Transferência e alongamento: A enzima MraY liga UDP-NAM-pp ao bactoprenol (um lipídeo carreador, também chamado undecaprenil-fosfato), formando o lipídeo I. A enzima MurG glicosiltransferase liga UDP-NAG ao UDP-NAM do lipídeo I, formando o lipídeo II. Acredita-se que as proteínas SEDS (shape, elongation, division e sporulation) transportam o lipídeo II para a superfície externa da membrana. O bactoprenol é reciclado, voltando para o citoplasma.

🧫 3ª etapa – Formação das ligações cruzadas: O transporte do lipídeo II para a superfície externa é coordenado junto com as PBPs (proteínas ligadoras de penicilina, do inglês penicillin binding proteins), que realizam, principalmente, reações de transglicosilação, formando ligações glicosídicas, e transpeptidação, formando as ligações cruzadas. O sítio serina da PBP atua na ligação amida entre os dois últimos aminoácidos D-Ala-D-Ala (posições 4 e 5) do pentapeptídeo doador, levando à quebra dessa ligação amida e liberando D-Ala (posição 5). A seguir, a PBP, que permaneceu ligada ao D-Ala doador, atua no grupo amina do aminoácido receptor na posição 3 de uma cadeia lateral, formando uma nova ligação amida deste aminoácido com o D-Ala na posição 4 do doador (ligação 3-4). Após, a enzima PBP é liberada.


Ref.: Cochrane et al. (2020); Müller et al. (2017); Egan et al. (2017).

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